Não percebi os pequenos avisos que o nosso dia a dia
nos mostrava, faltou ouvir o que aquele silêncio dizia,
e prestar mais atenção aos sinais.
Quase sempre seguíamos uma rotina
que nos limitava, e nos afastava dos momentos mágicos,
que tanto havíamos vivido no início.
A dedicação e carinho mútuos, foram aos poucos se perdendo,
até que o próprio amor se perdeu...
E a nós dois, em meio a tanta indiferença,
pareceu que tentar reencontrá-lo não fazia mais sentido,
foi mais cômodo deixar que ele continuasse perdido,
e que morresse sozinho sem que
nenhum de nós lutasse por ele...
Autora: Sandra Ribeiro
terça-feira, 14 de junho de 2011
A paixão é como o vento...
Primeiro nos acaricia suavemente,
e muitas vezes causa estragos
com sua força desmedida.
E não depende da nossa vontade,
controlar a força que o vento possui...
e muitas vezes causa estragos
com sua força desmedida.
E não depende da nossa vontade,
controlar a força que o vento possui...
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Não sou pra todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestades. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão lá dentro dele não estão por acaso. São necessárias! (Caio Fernando Abreu)
Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente…
Eu te ensinei quem sou…
E você foi me tirando…
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade…
De me inventar de novo.
Desculpa…se te olho profundamente,
Rente à pele…
A ponto de ver seus ancestrais…
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada…
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.”
Eu digo
Não chore meu amor
Que a lua brilhou no escuro do céu
Que o som acalenta teu corpo cansado
E o sonho da gente nâo morre jamais
Na guerra ou na paz
Aqui resta uma esperança sem fim
Aqui resta um guerreiro de paz
E a lágrima quente numa noite fria
Santa liberdade
Não chore meu amor
É tanta água no teu olho
Estrelas e luas, o mar, pescadores e Iemanja
Quando a terra se fez o chão da vida
E a floresta morada do sagrado
Oceano de fogo congelado
Um pedaço de lua um pedaço de luz
Na noite preta as mensagens do sol
As origens da saudade
Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..
.
Relato de uma borboleta
Definitivamente, humanos são seres complicados. Alguns deles sentem prazer em ver o sofrimento nos olhos das pessoas. Eles costumam dizer frases de efeito do tipo ‘eu te amo’, mas não entendem o real significado que essas simples três palavrinhas podem causar em seu alvo. Eles não são capazes de entender que brincar com o coração alheio é coisa séria, e pode trazer sérias consequências. Mudam de amor com a mesma frequência com a qual trocam suas roupas íntimas, sem dar a mínima para o resto do mundo. Pois é, alguns seres humanos preocupam-se apenas com seus próprios umbigos. Mas eu ainda posso ver esperança. Em pequenos gestos, em lugares escondidos e impensáveis. Dentro de corações machucados e de mentes cansadas de tanto sofrimento. E talvez seja ela, apenas a esperança, que ainda mantém corações acesos e sedentos de amor por todo o mundo. E enquanto ela existir, tudo aquilo que parece perdido, valerá a pena. (Henrique Dias)
Não sei o que esperar. E isso me incomoda. As vezes parece que tudo está seguindo em frente. Mas de vez em quando eu olho para trás e não suporto ver tudo aquilo sento abandonado como se não fosse mais fazer falta. Apesar de tudo continuo andando em frente. Por mais que machuque, por mais que eu não quisesse me desfazer do meu passado, por mais que eu não devesse deixar certas pessoas onde elas estão. Mas acontece que o tempo nunca para para ninguém. E parar para arrumar os erros do passado é como tentar concertar algo que é irreparável, inútil. Fiz tantos planos que hoje não tem possibilidade nenhuma de serem concretizados. Desejei tantas coisas que nunca iriam plenamente acontecer da minha maneira. Tenho a impressão de que a vida anda me testando. Nunca nada fica estável por um período notável. Geralmente meus dias são um completo nada, que poderiam ser despejados ao vendo sem nenhuma perda. As vezes uma coisinha ou outra acontece, e é por isso que coisas banais já o tornam especiais. Mas pensando pelo lado positivo, é melhor ele ser um completamente nada do que ruim. Acho que cansei da rotina, de fazer tudo sistematicamente. Talvez esteja na hora de fazer algumas loucuras. Mas no fundo eu sei muito bem que não é de loucuras que eu preciso. É organizar minha cabeça novamente, colocar tudo de volta no lugar. Aqui dentro está tudo uma bagunça considerável desde o dia em que alguém resolveu passar, tornar tudo um caos e ir embora. Foi como um furacão, que arrasta tudo por onde passa, e depois deixa todos desnorteados, levando consigo muito do que não era para levar. Demora um tempo até tudo voltar aos eixos. Mas quanto tempo mais? Isso é tão incomodo.
Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
…e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
… e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples…
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.
Luis Fernando Verissimo
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